Assembleia – 4

Demonstração de contas a receber

O segundo item da ordem do dia da reunião da Assembleia realizada no último sábado também era meramente informativo, não deliberativo. Ou melhor, a intenção era que fosse informativo, mas não informou praticamente nada.

Foram divulgados apenas dois números absolutos: inadimplência de R$ 111.797,62 no dia 31/08/2015 e R$ 85.527,62 no dia 18/09/2015. De onde se deduz que R$ 26.270,00 foram recebidos entre essas duas datas. A conferir no balancete do mês de setembro, se for divulgado.

A demonstração das contas a receber aponta apenas aqueles dois valores, sem histórico, sem memorial de cálculo, sem nada. E não parecem confiáveis, dada a divergência de valores. A inadimplência tem de ser informada mês a mês, no balancete, com saldo anterior + inadimplência gerada no mês – pagamento de atrasados no mês = saldo atual (que passa a ser saldo anterior no mês seguinte). Uma prática contábil das mais básicas, mas que o Escritório e a Administração não fazem.

Sobre as ações de cobrança judicial, nenhuma vírgula. A Administração 13/15 herdou da Administração anterior o andamento de 37 ações de cobrança judicial na Justiça, totalizando mais de 320 mil reais. Se agiu corretamente, deve ter apresentado à Justiça mais ações de cobrança, nos últimos dois anos. Mas não há a mínima informação sobre isso. Silêncio total.

Uma simples operação aritmética mostra que tem coisa mal explicada. Nos últimos 22 meses (11/13 a 08/15) foram lançados R$ 983.840,00 em boletos. Ou seja, 208 lotes x 215,00 x 22 meses. A contabilidade registra o recebimento, nesse período, de R$ 899.539,42 de arrecadação condominial. Então, se faltaram R$ 84.480,58 para igualar a arrecadação lançada e a inadimplência no dia 18/09/15 era R$ 85.527,62 (quase o mesmo valor), cadê a inadimplência anterior? Onde foram parar os praticamente R$ 400 mil que havia para receber em julho de 2013?

Nota

A Contabilidade tenta nos enganar, colocando como arrecadação do Condomínio a rubrica “Resgate de Aplicações Financeiras”. Ora, isso configura mera transferência de recursos, pois esses recursos já foram contabilizados como arrecadação anteriormente. Nos números aí de cima já descontamos os valores de transferências que foram considerados como nova arrecadação. Estamos espertos.

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